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A Vale diz que talude da cava de Gongo Soco coloca barragem em risco de rompimento

A linha amarela indica mais ou menos o local onde passa a linha férrea da Vale, por onde transitam composições com até mais de 120 vagões cargueiros que pesam milhões de toneladas-Vejam onde está o talude que a Vale considera risco para barragem - FOTO: Pathy Paula
Por Carlos Leal
DRT/DF 8947

De acordo com representantes da Vale, o talude (barranco) da cava da Mina de Gongo Soco, pode cair e provocar vibrações na barragem Sul Superior, o que poderia provocar o rompimento

Em reunião com a Comissão de Evacuados, representantes da Vale tentaram explicar, mas o que conseguiram foi causar mais desconfiança.

Para Vale, o talude que está a 1.500 metros de distância da barragem Sul Superior, representa mais risco que os trens cargueiros com até mais de 120 vagões e milhões de toneladas, que trafegam na linha férrea que está apenas a 500 metros da barragem
Jeferson-Novo gerente da Vale em Barão de Cocais
FOTO: Pathy Paula



Questionados sobre as vibrações que o os trens cargueiros provocam, representantes da Vale se esquivaram da resposta dizendo não terem conhecimentos técnicos na área. Aquilo que pra Vale parece ser um risco de rompimento, para alguns membros da Comissão dos Evacuados, não passa de mais uma forma de “pregar o terror” psicológico nos moradores evacuados para alcançar seus verdadeiros objetivos obscuros sobre as terras das comunidades evacuadas.

O que mais criou dúvidas nos membros da Comissão dos Evacuados que defendem a “volta pra casa”, foram as explicações de Daniele, geotécnica da Vale ao afirmar que visualmente, a situação da barragem Sul Superior em setembro de 2018 é a mesma de hoje. Para a membra da Comissão dos Evacuados, essa declaração da geotécnica da Vale, causou desconfiança por dois motivos... primeiro, se a barragem hoje corre risco de rompimento, e a situação é a mesma de antes, desde setembro de 2018 a população estava em risco e a Vale escondeu a situação. Por outro lado, se em setembro de 2018 a barragem não estava em risco de rompimento, e a situação de hoje é a mesma de antes, isso pode ser indício que a barragem não está em nível 3 e a situação foi criada para atender interesses da Vale.

Outra suspeita, é que, o alarme ouvido no dia 11 de maio, pode ter sido em razão da situação de desmoronamento do talude, mas que foi justiçado que foi um acionamento ocasional no galpão da Mineradora MR, uma parceira da Vale.

Ten. Fagundes da Defesa Civil de MG
FOTO: Pathy Paula
Perguntado sobre a situação dos trens cargueiros que trafegam próximos da barragem, o Ten. Fagundes da Defesa Civil de MG, disse que irá recorrer ao setor de sismologia da UNB em Brasília para saber se isso coloca a barragem em risco rompimento... Fagundes também aconselhou que ninguém deve permanecer na ZAS-Zona de Alto Salvamento, também aconselhou, que as pessoas com problemas de mobilidade, idosos, enfermas, gestantes portadoras de necessidades especiais, devem ser retiradas da ZSS-Zona de Salvamento Secundário, que isso é uma situação de prevenção.

Também perguntada sobre os laudos de inspeções anteriores feitas na barragem, a geotécnica da Vale disse que não os tinha em mãos, mas poderia apresenta-los em reunião futura.





COMENTÁRIO DO REPÓRTER:

Desse jeito não dá pra acreditar na Vale... a barragem está em nível 3 ou não?
Em setembro a barragem estava em risco ou segura?
Carlos Leal, sem papas na língua.

           

2 comentários:

  1. Sr Carlos,eu sou como muitos que 2 + 2 = 4.
    Para que eu possa duvidar dos riscos, confesso que apenas com o conhecimento primário de que 2 + 2 = 4, seria muita pretensão sem conhecimento.

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  2. Tá difícil viu? Tá igual ao governo bolsonada...😥

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