Vale quer as terras dos evacuados que podem ser ricas em ouro
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| Vários sitiantes foram abordados pela Vale, mas alguns se negaram a dar a tal autorização |
Documentos autorizativos assinados
por sitiantes, provam que em 2011 a Vale pesquisou as terras das ZAS,
manifestando interesse de compra
A denúncia foi feita pelo sitiante
Geraldo Leal 57, que entregou cópia de um dos documentos ao Dep. Federal Júlio
Delgado, presidente da CPI de Brumadinho, e, outras cópias que estão com os
sitiantes, serão enviadas à CPI por meio do canal de denúncias que será aberto
aos atingidos por barragem em Barão de Cocais
Documento emitido pela Vale, em
21 de dezembro de 2011, com validade até 31 de dezembro de 2012, e declaração
de Geraldo Leal, proprietário de sítio situado na ZAS, prova que a Vale pesquisou
seu terreno e terrenos de seus vizinhos. Ele disse ouve também insinuação de
proposta de compra, o que não foi aceito pelo denunciante, nem pelos outros
abordados pelos representantes.
Para Geraldo, a Vale mascarou a
pesquisa como sendo um simples estudo espeleológico, para não revelar seu
verdadeiro intuito que seria a descoberta de minerais ferrosos e preciosos como
o ouro, para conseguir o consentimento dos proprietários dos sítios, e, assim,
pesquisar seus terrenos.
Conotando com a situação de
Brumadinho, onde há o indício que a Vale tenha pesquisado toda área da mancha
de lama, antes da tragédia que matou quase trezentas pessoas, os deputados da
CPI de Brumadinho, que por solicitação da COMISSÃO DOS EVACUADOS, estiveram
presentes em Barão de Cocais na terça-feira 27 de maio, pediram cópia do
documento que poderá servir de prova em investigação futura, sobre a investida
da Vale para comprar as terras situadas na ZAS de Barão de Cocais, que abrange
as comunidades de Socorro, Piteiras, Tabuleiro e Vila do Gongo.
A aparição do documento, aumenta
a suspeita que a Vale tenha total conhecimento do potencial minerário da ZAS
que pode ser grandes veios de ouro, o que aguça o interesse da mineradora em
desertificar toda área, comprando os terrenos a preço defasado em relação, não
só ao preço de mercado atual, mas principalmente ao preço que vale como reserva
minerária.
Para alguns moradores evacuados
ouvidos pela reportagem do CMNEWS BRASIL, isso explica a pressa da Vale em
comprar todos os imóveis que estão dentro da ZAS, aumentando a suspeita de que,
a BARRAGEM SUL SUPEIRIOR, mesmo sendo perigosa, pode não estar no nível 3 de
instabilidade, estado de iminente perigo de rompimento, que a Vale apresentou à
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO TRABALHO, o que inviabilizou a construção da
BARREIRA DE CONTENÇÃO DE REJEITOS, acima da Comunidade do Socorro, passando a
atender os interesses da Mineradora, que é construir a citada obra abaixo da
Comunidade do Tabuleiro sem precisar de licença ambiental e isolando por
definitivo a estrada de acesso à cinco comunidades.
Outro morador evacuado, sugeriu que
a CPI peça uma inspeção seja feita na BARRAGEM, mas com o acompanhamento de
peritos da Polícia Federal, para evitar influência da Vale no laudo final.
O Dep. Zé Silva, também colocou o
embargo da obra seu gabinete à disposição para encaminhamento de novas
denúncias e provas, que possam colaborar com investigações futuras, o que foi
seguido pela Dep. Áurea Carolina e demais deputados presentes.
COMENTÁRIO DO REPÓRTER:
Acreditar que a Vale, considerada
uma das maiores destruidoras da natureza existente no Brasil, estaria
realizando pesquisas para encontrar cavernas, é no mínimo muita inocência...
Carlos Leal, sem papas na língua.

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