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BARRAGEM DA VALE EM BARÃO DE COCAIS



Reunião do Ministério Público e Defensoria Pública, com os atingidos por barragem da Vale

Em reunião na última segunda-feira 01/04, no Ginásio do CRAS de São Miguel, em Barão de Cocais, com os atingidos pela probabilidade do rompimento da Barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco em Barão de Cocais, Cláudio Daniel, André Sperling, Cláudia Spranger, promotores(a) públicos(a), Sílvia Luiz defensora pública, Luiz Gonzaga, antropólogo e Pablo do MAB, ouviram os presentes e falaram dos direitos pelos quais todos tem que lutar.



Para os promotores, a Vale é manipuladora e incita a discórdia de suas vítimas para manipular suas ações. Também pediram que os atingidos se mantenham unidos e que criem uma comissão para ser porta-voz das demandas de todos os atingidos.

Como forma de enfrentamento com a Vale, foi sugerido pelos promotores e aprovado pelos presentes que será contratada uma auditoria independente e assessoria técnica para ouvir os atingidos, e listar os direitos individualmente. Ainda explicaram que todos os atingidos tem seus direitos, mas que a Vale faz de tudo para não indenizar na totalidade os danos causados pela evacuação.  

Quanto ao proposto pela Vale de pagar apenas R$405,00 por mês, mais 20% por dependente, os promotores concordaram que é uma esmola, (dizeres de uma faixa), e que, irão pedir que seja pago um salário para cada maior de idade, meio salário para cada adolescente e um quarto de salário para cada criança, assim como está sendo pago em Brumadinho.

A lentidão da saída dos hotéis para residências provisórias, foi muito criticada pela presidente da Associação do Desenvolvimento Comunitário do Socorro Izabel Cristina,  que citou a angústia, estresse, ansiedade e demais sofrimentos que estão passando aqueles que perderam seus lares, liberdade, lazer, convívio com familiares, vizinhos e amigos, como também qualidade vida que foi extremamente prejudicada. Izabel também falou que um evacuado morreu no hotel, e perguntou, “quantos mais ainda morrerão, até a Vale entregar casas para todos?”, finalizou.   Para questão, os promotores falaram que o prazo dado foi de trinta dias e que iriam cobrar mais agilidade por parte da Vale.

Por parte dos ribeirinhos, as pessoas que moram em imóveis alugados, reclamaram do tratamento desigual por parte da Vale e até mesmo por parte dos donos dos imóveis que dizem que eles não tem direito a indenização. Para os promotores, todos tem direito a indenização, que a única diferença é forma de avaliar e calcular os direitos.

Conforme os promotores, todas pessoas que foram atingidas pela probabilidade do rompimento da barragem da Vale, sejam as que foram evacuadas ou estão em alerta de perigo iminente, são vítimas  e a Vale tem que ser responsabilizada por todos os danos causados pela “LAMA INVISÍVEL”.

Foi também anunciado pelos promotores, que uma FORÇA TAREFA, irá a todos os hotéis ouvir das pessoas como elas estão vivendo e quais as suas demandas mais urgentes.

Finalizando, o representante do MAB orientou que os atingidos criem o mais rápido possível uma comissão, formada por pessoas que tenham disponibilidade de tempo para participar das reuniões,  e também, que estas pessoas sejam dedicadas.

  

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