COVID-19 - Ivermectina inibe a replicação do Coronavírus
Republicado por:
Carlos Leal
MTb/DF 8947
Ivermectina inibe a replicação do Coronavírus SARS-CoV-2 in vitro
Carlos Leal
MTb/DF 8947
Ivermectina inibe a replicação do Coronavírus SARS-CoV-2 in vitro
Atenção: a ivermectina
é um medicamento e não deve ser tomada sem prescrição médica. Em caso de dúvida
procure o farmacêutico e o médico.
Um estudo colaborativo liderado pelo Biomedicine Discovery Institute (BDI) da Monash University, em Melbourne, na Austrália, com o Instituto Peter Doherty de Infecção e Imunidade (Doherty Institute), mostrou que a ivermectina possui atividade antiviral, em teste in vitro, contra o vírus causador da COVID-19 (SARS-CoV-2).
Em artigo publicado na revista
Antiviral Research eles explicaram "Para testar a atividade antiviral da
ivermectina em relação à SARS-CoV-2, infectamos as células e em seguida
adicionamos a ivermectina. O sobrenadante e os grânulos de células foram
colhidos nos dias 0-3 e analisados quanto à replicação do RNA do novo coronavírus.
Às 24 horas, houve uma redução de 93% no RNA viral presente no sobrenadante
(indicativo de virions liberados) de amostras tratadas com ivermectina”.
Para os pesquisadores o resultado
dos testes levanta a possibilidade de a ivermectina ser um antiviral útil para
combater o novo coronavírus e que nova testes devem ser realizados para que
seja avaliada a sua eficácia em um ambiente clínico.
O foco dos pesquisadores agora
é tentar elucidar o mecanismo de ação da ivermectina na inibição da
replicação do RNA do SARS-CoV-2.
O líder do estudo, Dr. Kylie
Wagstaff disse que no teste in vitro a droga mostrou eficácia na redução da
carga viral nas primeiras 24 horas.
"A Ivermectina é amplamente
usada e é vista como uma droga segura. Nós precisamos descobrir agora se a
dosagem que é possível de se utilizar em humanos será eficaz".
O pesquisador alertou, ainda, que
os testes foram realizados in vitro, sendo necessários testes em humanos para
garantir a eficácia da droga. O uso da ivermectina no combate ao COVID-19
dependeria dos resultados de mais testes pré-clínicos e, finalmente, de ensaios
clínicos.
No mundo diversas
pesquisas (como da ivermectina, cloroquina, favipiravir e entre outros) estão sendo realizados para
avaliar possíveis tratamentos para infecções causadas pelo coronavírus. Até o
momento não há nenhum medicamento com eficácia comprovada ou aprovado para o
tratamento do COVID-19.
Outra frente de cientistas
trabalham arduamente no desenvolvimento de vacinas,
bem como cientistas buscam aprimorar os testes rápidos para diagnósticos de COVID-19.
Figura: Gráfico da
atividade da ivermectina na inibição em teste in vitro do SARS-CoV-2 Australia
/ VIC01 / 2020.
Sobre a Ivermectina
Ivermectina é uma droga
antiparasita de amplo espectro, tradicionalmente utilizada no combate a
verminoses. Em seres humanos é utilizada no tratamento da Oncocercose,
Filariose, Ascaridíase, Escabiose, Pediculose e atualmente estão em pesquisa
novas indicações. Na Medicina Veterinária ela é utilizada no tratamento de
sarna sarcóptica, sarna demodécica, sarna otodécica, verminoses
gastrointestinais e vermes do coração.
Este medicamento geralmente é
absorvido por via oral e atua nos nervos e células do parasita. Nos últimos
anos, assim como outros agentes antiparasitário, a ivermectina demonstrou ter
atividade antiviral in vitro.
Cuidados no uso da Ivermectina
A Ivermectina é contraindicada
para uso por pacientes com meningite ou outras afecções do Sistema Nervoso
Central que possam afetar a barreira hematoencefálica, devido aos seus efeitos
nos receptores GABA-érgicos do cérebro.
Durante o tratamento com
Ivermectina podem ocorrer reações como diarreia, náusea, astenia, dor
abdominal, anorexia, constipação e vômitos.
Algumas reações relacionadas ao
sistema Nervoso Central como tontura, sonolência, vertigem e tremor tambem
podem ocorrer. Entre as epidérmicas foram relatados prurido, erupções e
urticária.
Leia o artigo completo "The
FDA-approved Drug Ivermectin inhibits the replication of SARS-CoV-2 in
vitro" em Antiviral Research - https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0166354220302011
Texto por Fábio Reis para PFARMA
* A reprodução é permitida, desde
que citado o autor e fonte com link para https://pfarma.com.br
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