A Vale deu mais uma notícia ruim para os atingidos por barragem em Barão de Cocais
Reunião com representantes da Vale trouxe mais
revolta e desolação aos evacuados de 8 de fevereiro
![]() |
| Estrutura da Barreira de Contenção que a Vale quer construir |
Tudo que foi falado e apresentado
pelos representantes da Mineradora Vale como ações para o descomissionamento da
barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco, foi rejeitado pelos atingidos
Por Carlos Leal
DRT/DF 8947
Fotos-Pathy
Abrindo a reunião, José Flávio,
coordenador da Defesa Civil Municipal, falou sobre o empenho da instituição em
treinar e orientar a população em caso de emergência por motivo de rompimento
da barragem.
![]() |
| Superintendente- Janua Abrantes |
A superintendente institucional
da Vale Janua Abrantes, apresentou um gráfico sobre famílias já alocadas em
residências alugadas, e o que está sendo feito para atender aquelas que ainda
estão em hotéis, mas afirmou que o processo é lento e que o município não tem
oferta de imóveis suficiente para atender a todos. Janua disse ainda, que está priorizando
o atendimento das famílias que se enquadram na condição de preferencial, mas
isso foi contestado por uma filha que reclamou, expondo a situação do pai dela
que ainda não foi atendido. A superintendente admitiu falhas no atendimento e
prometeu verificar o que está acontecendo.
![]() |
| Genildo-Zootécnico |
![]() |
| Ricardo Leão-Geotécnico |
Sobre a situação dos animais resgados
das comunidades, quem deu as explicações foi o zootécnico Genildo, que utilizou
de imagens para mostra como os mesmos estão cuidados, mas foi contestado por um
criador Guto que denunciou três abortos sofridos por éguas de seu plantel,
acusando ainda que foi por falta de acompanhamento. Como resposta, Genildo
apenas disse que isso é um assunto a ser tratado futuramente com a Vale, mas a
resposta não convenceu ao criador Guto.
![]() |
| Juliano Reis-Gerente de Operações de Mina |
Juliano Reis, gerente de
operações de mina, por sua vez, foi o responsável para dar a pior notícia para
os evacuados de Socorro, Tabuleiro e Piteiras. Utilizando um telão, o gerente
apresentou imagens de uma imensa barreira de contenção, com 35 metros de
altura, 10 de largura e 400 de extensão, com prazo de um ano para conclusão da
obra, e que, será construído abaixo de Tabuleiro isolando totalmente as três
comunidades por um período de cinco anos. O anúncio causou muita comoção nos
presentes que se posicionaram contra a construção do muro no local indicado,
sugerindo que a barreira de contenção seja construída em uma localidade acima
de Socorro conhecida como “capim gordura”.
Como justificativa, Juliano Reis
disse que a Superintendência Regional do Trabalho é que não aceitou a
construção da barreira acima de Socorro, por ficar próximo da barragem que em
caso de rompimento colocaria em risco a vida dos trabalhadores, que teriam
pouco tempo para abandonar o local. Ele também disse que haverá grande
movimentação de máquinas pesadas e isso pode vir a abalar a estrutura da barragem,
mas foi interpelado por um morador que citou tráfego intenso das composições da
Vale na linha férrea que fica pouco acima da barragem condenada. O morador
disse que algumas composições com vagões de carga chegam a ter mais de cem
elementos e que o trem de passageiro BH X Vitória e Vitória X BH, também passam
por lá todos os dias e os abalos são sentidos até do outro lado do Rio São João
e que, portanto isso não está sendo levado em consideração.
Evacuados ouvidos pelo CMNEWS
BRASIL, disseram que poderá ser organizado um levante para voltar pra suas
comunidades e impedir a construção da barreira que irá isolar não só as três
comunidades, como também bloqueará o acesso a outros distritos do município.
Também um abaixo assinado será feito contra a construção da barreira de
contenção no local definido pela Vale que não ouviu ninguém das comunidades atingidas
para decidir onde a obra poderia ser construída.
Vereadores de Barão de Cocais foram vaiados e expulsos da
reunião
Os vereadores de Barão de Cocais que apareceram de surpresa
na reunião da Vale com os atingidos por barragem, não conseguiram fazer o
“lobby”, nem vender o “peixe podre” que sempre trazem em suas bagagens, porque
dessa vez foram expulsos do recinto debaixo de vaias. Em reunião realizada em
11/04, no CRAS de São Miguel, convocada pela Vale para apresentar o plano de
descomissionamento da barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco, era notável
a insatisfação dos atingidos com a ausência do Prefeito Décio Santos, que já a
algum tempo não está sendo visto nas reuniões, nem nas portas dos hotéis dando
tapinhas nas costas de uma meia dúzia de “gatos pingados” como fazia
anteriormente. O que mais foi dito pelos atingidos, é que, a desculpa furada do
prefeito é a mesma de sempre: “Décio foi a Brasília para tratar de assuntos do
interesse da cidade”, só que dessa vez o povo não digeriu a desculpa.
A indignação com o prefeito e vereadores, foi tão grande que
um vereador se arriscou a falar ao microfone, foi vaiado, chamado de carniceiro
e expulso do local. Vendo que a coisa não estava boa pra eles, os outros
vereadores nem precisaram ser tocados da reunião, pois foram embora sem se
despedirem.
COMENTÁRIO DO REPÓRTER:
Que ver-go-nha senhores vereadores...
Pelo que parece, esses vereadores que foram vaiados e tocados da reunião, agora vão ficar traumatizados com barragem.
Carlos Leal, sem papas na língua.






Poderia construir sim o muro acima do Socorro sem.colocar nenhuma vida humana em perigo. Cadê a tecnologia que a Vale já usa em.sua Minas controlando equipamentos a distância?
ResponderExcluirConcordo com você, mas deve haver interesses outros por trás disso.
Excluir